Homem segurando dente extraído enquanto segura lado de rosto com outra mão com expressão de dor

O que é alveolite: conheça esse problema da saúde bucal

A alveolite dentária é um problema pouco conhecido, mas que é bem comum depois da extração dentária.

Se trata da inflamação do alvéolo, que é uma cavidade no osso da mandíbula e maxilar, em que há o encaixe da raiz do dente e ligamento periodontal.

Essa complicação pode resultar em fortes dores, que podem piorar no período noturno e melhorar com o uso de analgésicos.

Saiba mais sobre o problema, sintomas e como efetuar o tratamento:

O que é alveolite?

A alveolite, alveolite dentária ou osteíte alveolar pós-operatória, é a inflamação/infecção do alvéolo, e é percebida após a extração do dente e afeta justamente o interior do osso no qual o dente estava posicionado.

Uma vez que haja a inflamação e a percepção da infecção no local, o dentista deve ser informado para um tratamento feito de forma rápida.

É muito importante que haja a intervenção do dentista já de início, uma vez que as alveolites comprometem diretamente as funções da boca, principalmente na alimentação.

Normalmente, as dores fortes e incessantes que podem indicar a alveolite tendem a aparecer de 2 a 3 dias depois da exodontia (extração de dente), prolongando-se pelos próximos 10 ou 15 dias seguintes.

A alveolite é resultante do atraso da cicatrização, que pode ser motivada pela desintegração parcial ou total do coágulo sanguíneo formada de forma imediata após a exodontia (extração) ou pela falta da formação do mesmo.

A alveolite pode ser classificada de diferentes formas:

Alveolite maxilar: que pode afetar tanto a arcada dentária superior quanto a inferior, tal como qualquer dente da boca.

Alveolite do siso: ocorre após a extração dos dentes inclusos ou semi-inclusos, sendo uma das mais predominantes, por conta dos problemas associados ao nascimento dos dentes do siso, que motivam a exodontia. Além disso, vale citar a complexidade do procedimento por conta da dificuldade do acesso cirúrgico dos dentes de siso, resultando em um maior trauma em meio ao processo.

Alveolite seca: é a alveolite que surge quando o coágulo sanguíneo não é formado ou é removido acidentalmente ou deslocado. O coágulo sanguíneo, por sua vez, é essencial para a proteção do alvéolo dentário, compreendendo não só o osso, mas também os tecidos que os envolvem, estruturas que acabam ficando expostas com a retirada do dente.

Alveolite supurativa: é caracterizada pelo desenvolvimento da infecção no alvéolo dentário, sendo uma situação mais agravada. Através do desenvolvimento da infecção, os cuidados de higiene bucal devem ser redobrados, além de que o cirurgião-dentista poderá fazer a passagem de uma medicação específica, além do procedimento invasivo necessário, para minimizar os danos do problema e acelerar a cicatrização.

Causas da alveolite

A alveolite possui motivações características, que envolvem não só a falta de cuidados pelo paciente após a extração, mas também condutas inadequadas do profissional responsável.

Confira quais são as principais causas e fatores de risco da alveolite:

  • Má higiene bucal após a cirurgia;
  • Bochechos intensos nas primeiras 24 horas depois da extração – podendo levar à remoção natural do coágulo sanguíneo;
  • Infecção pré-existente no local da extração;
  • Uso de contraceptivos orais;
  • Fumar antes da finalização da cicatrização;
  • Traumas relacionados à extração dentária;
  • Procedimento feito com gengivite e periodontite não tratada;
  • Uso de materiais não esterilizados corretamente no procedimento;
  • Tipo e quantidade de anestesia usada na cirurgia;
  • Doenças sistêmicas (já que tendem a interferir nos processos de coagulação ou cicatrizações, tal como o diabetes).

Diante da alveolite, é essencial que haja a avaliação do caso e a busca da possível causa do problema, não só para o tratamento, mas também para que o problema não volte a acontecer.

Alveolite sintomas

Entre os sinais que podem classificar a alveolite podemos citar:

  • Febre;
  • Aumento gradual da dor e sua difusão para estruturas próximas (face, ouvido, maxilares, pescoço, etc);
  • Sabor desagradável na boca que não some;
  • Dificuldade na deglutição (engolir);
  • Dor forte localizada na região da extração
  • Inchaço da face;
  • Aumento eventual da temperatura corporal, não superando os 38 graus;
  • Mau hálito forte (halitose);
  • Abatimento e mal-estar geral do corpo;
  • Hipertrofia (aumento de volume) dos gânglios linfáticos da região;
  • Presença de líquido esbranquiçado (pus) no interior do alvéolo (em casos de alveolite purulenta);
  • Gengiva muito avermelhada, sensível e inchada ao redor do local da extração.

É importante considerar a avaliação do cirurgião-dentista para que haja um diagnóstico certeiro de alveolite e assim, seja passado e iniciado o tratamento adequado.

É pela avaliação do dentista especialista que será possível diferenciar a alveolite de outras complicações, tal como Osteomielite, Osteíte Fibrótica Localizada e Granuloma Piogênico, por exemplo. O diagnóstico também pode requerer a realização de exames radiográficos.

Mulher recebendo tratamento odontológico em consultório

Tratamento da alveolite

Quanto ao tratamento da alveolite, em primeiro momento pode ser a partir de terapia medicamentosa, com a indicação de medicamentos como antibióticos, analgésicos e anti-inflamatórios.

O tratamento por antibióticos tende a ter uma maior duração do que tratamentos com remédios feitos de outras infecções orais.

Esse tratamento é associado ao aumento de cuidados por higiene bucal e com abordagens anti-infecciosas do alvéolo realizadas pelo dentista.

O dentista também poderá realizar lavagens ou irrigações com antissépticos para que seja feita a remoção de detritos e/ou restos de alimentos.

Já em casos de tratamento de alveolite purulenta, o paciente pode ser encaminhado a curetagem ou raspagem intra-alveolar para a remoção do pus e diminuição da infecção. Vale ressaltar que a retirada do coágulo pode não ser indicada, já que pode atrasar a cicatrização, aumentando o trauma do tecido e a sensibilidade no local.

Deve-se ter noção que o tratamento não termina no consultório odontológico, e além de uma boa higienização, o paciente deve se preocupar em fazer gargarejos com água salina para ajudar na remoção dos detritos e redução da inflamação, já que o sal possui propriedades antissépticas. A medicação também será prescrita para uma melhor recuperação.

Visitas regulares ao dentista

As visitas regulares garantem ao paciente a oportunidade de realizar consultas odontológicas e oferecem ao profissional a possibilidade de acompanhar a sua saúde bucal, prevenir e tratar problemas, como a alveolite.

Além disso, por meio das visitas regulares é possível estabelecer um histórico odontológico, o que garante que o dentista tenha acesso aos procedimentos odontológicos já realizados e a possíveis tratamentos para garantir a sua saúde bucal.

A visita a uma clínica odontológica OralDents não visa só um sorriso mais bonito, mas também uma melhor qualidade de vida.

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