Mulher com mão tampando a boca por conta de desconforto por boca amarga e mau hálito

Boca amarga pode ser câncer? Veja aqui se deve se preocupar

A boca amarga é uma condição que afeta a saúde bucal, sendo um sintoma muito comum entre as complicações que afetam a boca.

O câncer de boca é um dos prejuízos mais graves na zona bucal, e aí surge a dúvida, a boca amarga pode ser câncer? Saiba mais sobre o sintoma, como identificá-lo e como saber o que está por trás:

Boca amarga, o que é?

Como o próprio nome implica, a boca amarga é a percepção de um gosto amargo na boca, que tende a ser uma experiência bastante desconfortável.

Esse sintoma, na maioria das vezes, quando prolongado, é sinal de que algo não está em ordem quanto a saúde, podendo envolver não só a saúde bucal, mas também a saúde do organismo em geral.

Logo, na sensação de boca amarga, não hesite em contatar um profissional da saúde, seja um dentista ou médico gastroenterologista. Dessa forma, o problema relacionado pode ser diagnosticado precocemente, da mesma forma que tratado, evitando complicações mais graves.

Normalmente, a boca amarga vem acompanhada do mau hálito, podendo ser o ponto de partida para que o paciente se atente ao problema e recorra a ajuda médica, fazendo com que haja alívio do sintoma.

Entre demais sintomas que podem estar associados com a boca amarga estão: boca seca, gosto estranho na boca, ardência na língua ou na boca e mudanças no paladar.

Quais são as possíveis causas da boca amarga?

É importante se atentar quanto às possíveis causas da boca amarga para entender mais sobre a condição e sobre as abordagens de tratamento.

Confira as causas que podem estar por trás do problema:

1. Má higiene bucal

A má higiene bucal é a principal causa de todos os problemas bucais, e não é de se surpreender que seja uma das motivações da boca amarga.

A ausência de uma higiene bucal eficiente e na periodicidade correta leva ao acúmulo de bactérias na linha da gengiva, entre os dentes e língua, causando assim o gosto ruim na boca, já que as bactérias liberam toxinas que não despertam um gosto agradável, havendo ainda o processo de decomposição dos alimentos na boca.

Por conta desse e outros problemas, a escovação deve ser feita de 2 a 3 vezes ao dia, contando com a passagem diária do fio dental, de um creme dental com flúor e uma escova dental de cerdas macias, além de se atentar a higiene da língua, fazendo o uso de limpadores próprios.

2. Uso de certos medicamentos

Alguns medicamentos, como antibióticos, anti-hipertensivos, antifúngicos e remédios para problemas cardíacos, podem estar por trás da boca amarga. Além disso, alguns medicamentos causam gastrite no estômago, e assim, a má digestão dos alimentos, fazendo com que o alimento fique mais tempo no estômago.

Com isso, é essencial seguir as orientações do médico, informando os sintomas associados a ele, prevenindo a boca amarga e revertendo o problema mais cedo com a troca do medicamento.

Homem com mão sobre a barriga por conta de desconforto

3. Problemas no fígado e estômago

Problemas no fígado e estômago também podem ter a boca amarga como sintoma, podendo a primeira identificação surgir com o gosto desagradável na boca.

Essas complicações tendem a estar relacionadas ao processo de metabolização inadequada doa alimentos e medicamentos, assim como as alterações de bilirrubina, um pigmento de coloração amarelada que é produzido naturalmente pelo corpo. Com isso, essas condições podem comprometer a digestão, causar o mau hálito e boca amarga.

É importante que exames de rotina sejam feitos para que essas doenças, hepáticas ou estomacais, sejam diagnosticadas e tratadas em sua fase inicial. Além disso, não deixe de recorrer ao dentista em casos de sintomas prolongados.

Quanto a essa categoria, o refluxo gastroesofágico é uma das condições mais comuns, acompanhando a azia estomacal característica. O refluxo é causado pelo mau funcionamento do fígado, que faz com que o conteúdo alimentar (que é ácido) retorne do estômago para o esôfago de forma involuntária e causando a sensação de boca amarga.

4. Infecções

A boca amarga pode ser resultante de infecções bucais, tal como a gengivite e periodontite, ou ainda de infecções no sistema respiratório, como a sinusite e rinite.

Isso se deve ao fato de que ambos os casos estão associados a ação de bactérias presentes nas secreções expelidas em meio ao processo infeccioso.

Aqui vale ressaltar a importância de uma higiene bucal correta e periódica, além de se evitar o contato próximo com pessoas doentes.

Afinal, a boca amarga pode ser câncer?

A suspeita de câncer pela boca amarga pode surgir após um período de 20 ou 30 dias sem que o sintoma desapareça, principalmente em casos que o sintoma esteja acompanhado de sintomas como vômitos e dor abdominal.

Logo, é extremamente importante que com os sinais, se recorra à ajuda médica para que haja toda a investigação do caso, que não necessariamente vai estar ligado ao tumor.

Vale ressaltar que os tipos de câncer que podem estar por trás da boca amarga são o câncer de boca e o câncer de garganta, que apresentam casos distintos. Dito isso, vale saber identificar quais são os sintomas característicos de cada um.

LEIA TAMBÉM: Como tirar gosto amargo na boca e suas principais causas!

Sintomas do câncer de boca

  • Ferida que não cicatriza em 15 dias – aumentando gradativamente;
  • Dor intensa no local – causando dificuldade para falar, mastigar e engolir alimentos;
  • Necessidade de consumir alimentos pastosos ou líquidos para driblar o desconforto;
  • Perda perceptível de peso;
  • Aparecimento de manchas, placas vermelhas ou esbranquiçadas na língua, gengivas, palato (céu da boca) e/ou mucosa jugal (bochecha);
  • Nódulos (caroços) no pescoço;
  • Rouquidão persistente;
  • Sensação de algo preso na garganta.

Médico examinando garganta de paciente

​Sintomas do câncer de garganta

  • Dor ao engolir alimentos;
  • Rouquidão persistente (duas semanas);
  • Desconforto respiratório;
  • Dor no ouvido;
  • Dificuldade para respirar;
  • Sensação de algo preso na garganta;
  • Nódulos na região do pescoço;
  • Irritação constante na garganta;
  • Tosse;
  • Perda de peso aparentemente sem explicação;
  • Alteração na voz;
  • Engasgos.

O que fazer?

Na percepção dos sintomas citados, não deixe de consultar um dentista e um médico gastroenterologista para entender a causa do problema e tratá-la o quanto antes.

Enquanto o dentista irá avaliar a higiene bucal do paciente, removendo os acúmulos de bactérias responsáveis pelo problema, o gastroenterologista, para avaliar a causa, poderá solicitar exames como a endoscopia e a ultrassonografia abdominal, se certificando do estado e funcionamento do fígado e estômago.

Com os resultados dos exames, o gastroenterologista poderá encaminhar o paciente para outro especialista, como o hepatologista, caso o problema esteja no fígado, ou um otorrinolaringologista, caso o problema esteja nas vias aéreas superiores.

Por fim, para se ver livre do desconforto, é necessário a intervenção do profissional de saúde.

O alívio do sintoma até a consulta pode ocorrer pela manutenção da higiene bucal correta, podendo se fazer o uso de um enxaguante bucal sem álcool para o combate às bactérias, por uma boa hidratação, evite comidas pesadas e gordurosas (principalmente em horários perto de se deitar).

Visitas regulares ao dentista

As visitas regulares garantem ao paciente a oportunidade de realizar consultas odontológicas e oferecem ao profissional a possibilidade de acompanhar a saúde bucal dos pacientes.

Além disso, através das visitas regulares é possível estabelecer um histórico odontológico, o que garante que o dentista possa ter acesso a todos os procedimentos odontológicos que você já realizou.

Por meio delas também é possível identificar e tratar problemas como a cárie e o tártaro antes que se tornem complicações graves.

Isso só é possível por meio do tratamento precoce, que garante que eles não evoluam ameaçando a saúde de toda a boca.

Por meio delas também é possível realizar tratamentos rotineiros, como a profilaxia, que é a limpeza profissional dos dentes e deve ser realizada de 6 em 6 meses.

A profilaxia também garante a possibilidade de realizar a raspagem de tártaro e remoção da placa bacteriana.

As visitas periódicas também tornam possível o aconselhamento a respeito de bons hábitos de higiene bucal, fazendo assim com que o paciente melhore seus cuidados diários.

A visita a uma clínica odontológica OralDents não visa só um sorriso mais bonito, mas também uma melhor qualidade de vida.

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